EVRSP_G36 moinho matarazzo

1° etapa

Para se entender São Paulo, é importante olhar para o processo de industrialização no final do séc. XIX que rapidamente transformou sua paisagem, seu desenho urbano, suas relações sociais. Foram diversos os fatores que possibilitaram o desenvolvimento da cidade, dentre eles podemos citar o capital gerado pela cafeicultura, a construção da estrada de ferro e a imigração européia. A partir desse recorte histórico, selecionamos três análises distintas, tanto em proposição de estudo, como em escala urbana.

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Num primeiro momento, nos parece mais interessante estudar a problemática da preservação do patrimônio industrial como registro físico desse processo, que no entanto sofre com a pressão do mercado imobiliário, pois normalmente são lotes grandes e subutilizados em áreas centrais da cidade. Tendo como bom exemplo o Sesc Pompéia ou a Casa das Caldeiras, o levantamento seria em torno do uso histórico versus o uso atual do Moinho Matarazzo, utilizando como estratégia de estudo a atmosfera, materialidade e espacialidade interna/externa.

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A segunda opção de estudo é a de analisar as dinâmicas decorrentes da industrialização na escala do bairro. Isto é, entender como se dava na época e como se dá hoje a relação entre local de trabalho, moradia e lazer; discutir como foi determinante a presença de imigrantes para a conformação de uma identidade do bairro e também para a cultura da cidade; perceber até que ponto a lógica do corredor de escoamento resultou em um desenho urbano de uso inflexível e segregado.

 

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Servindo como meio para o escoamento da produção cafeeira, a linha férrea, mais do que apenas uma cicatriz urbana, fazia a importante ligação Santos–Jundiaí. Tendo esse grande arco de norte a leste como objeto de estudo, nos propomos a analisar como seu trajeto determinou o redirecionamento do eixo de circulação e expansão urbana, em comparação a outros planos de impacto urbanístico, desde o final do século XIX até os dias atuais.