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1ª Etapa

A discussão partiu de um tema atual: como o discurso do consumo afeta as percepções. E na arquitetura, isto é muito limitante para a compreensão de um espaço na sua totalidade. É a questão da diferença de percepção quando se limita à aparência de um espaço e não ao uso efetivo dele.

 

“redução do mundo a um domínio de objetos manipuláveis não tem a ver com a hegemonia da visão, mas com uma certa concepção estreita do pensamento. E foi essa concepção, também, que levou à redução da visão – isto é, à sua construção como uma modalidade sensória especializada na apropriação e manipulação de um mundo objetificado.” (INGOLD, “Pare, Olhe, Escute”, pg 39)

 

acreditamos então, que o projeto moderno empobreceu a visão, instrumentalizando-a para perceber objetos, com a intenção de tudo se simplificar ao consumo. Simplifica-se a visão à visualidade, e assim, ela não passa de uma metáfora que representa os valores de nossa cultura, objetividade, racionalidade. O que há é um estilo cognitivo particular: identificamos visão com a formação, na mente, de imagens e representações do mundo.

Acreditando que é por meio dos nossos sentidos que conseguimos compreender o espaço. É através da nossa percepção que o espaço se torna real e ele só existe porque o percebemos. Quando simplificamos a percepção de um espaço à visualidade que ele tem, tudo se transforma. A arquitetura acaba por se resumir à imagem. E os espaços, como museus, casas, estádios, passam a ser espaços de consumo. Assim, nossa hipótese de trabalho foi a ressignificação de um espaço por meio da adição e subtração de sentidos. E por meio dos sentidos, é possível tornar visível o que é invisível: o tempo. O tempo é espaço, e por meio dos sentidos, o tempo dentro de um percurso muda. O espaço muda.

 

No entanto, entendemos os sentidos com um conjunto, e não como percepções distintas. Pois o que vemos é inseparável de como vemos; e como vemos é, sempre, dado em função da atividade prática na qual estamos presentemente engajados. Olhar, ouvir e tocar, portanto, não são atividades separadas; elas são apenas facetas diferentes da mesma atividade: a do organismo todo em seu ambiente.  A atividade da percepção.

 

Com base nesta discussão, pensamos que a arquitetura, muitas vezes, se resume ao que se vê. Sendo assim, se tem um descolamento entre experiência vivida e representações simbólicas. E se a percepção não se restringir, maior contato com o indivíduo o espaço têm, mais esse espaço se transforma com as pessoas e as pessoas se transformam com o espaço. Assim, não seria mais desconsiderado as diferenças entre indivíduos. Saindo da constituição biológica das pessoas e indo para o campo das representações simbólicas, “além das condições e contextos da vida prática dentro da qual as pessoas desenvolvem e incorporam suas próprias habilidades de ação e percepção.” (INGOLD, “Pare, Olhe, Escute”, pg 44) Com isso, a subjetividade de cada um transforma a sua percepção do espaço e o espaço se transforma com a subjetividade de cada um.

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2ª Etapa

 

Resgatando a discussão inicial, a ideia aqui é fazer um objeto/arte que não seja uma coisa destinada à visualidade (relação “contemplativa”), mas que busca trazer o uso dos nossos sentidos conectados, trazer o tato e o movimento. Luz, estruturas, fotos, dança, corpo, definem a obra, e a participação física é o principal da nossa proposição. A visão não deve mais se simplificar à visualidade, mas o seu conceito deve envolver todo o corpo.

O método escolhido de trabalho foi a projeção de luz numa sala com fumaça, onde linhas acabam formando e alterando um espaço. Com a adição da luz o espaço é resignificado. Com isso, a tese do trabalho é a alteração da percepção de um espaço a partir da adição ou subtração da luz.

A primeira intervenção foi feita no térreo da Escola da Cidade como método de experimentação. A ideia é construí-la no espaço público, onde as pessoas simplesmente cruzem com a obra e possam experimentar uma nova forma de percepção, para assim dissolver a fronteira entre arte e o corpo. Ou melhor, entre arte e o ser. A subjetividade de cada um transforma o espaço e o espaço transforma a percepção do participante sobre ele mesmo.

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3ª Etapa

O método escolhido de trabalho foi a projeção de luz numa sala com fumaça. Onde linhas acabam formando e alterando um espaço. Com a adição da luz o espaço é resignificado. Com isso, a tese do trabalho é, portando, a alteração da percepção de um espaço a partir da adição ou subtração da luz. A primeira intervenção foi feita no térreo da Escola da Cidade como método de experimentação. A ideia é construí-la no espaço público, onde as pessoas simplesmente cruzem com a obra e possam experimentar uma nova forma de percepção. O espaço escolhido para estudo e possível futura intervenção foi a Praça das Artes localizada no centro de São Paulo. Nesta etapa do trabalho foi feito o projeto, criar uma “parede” de luz na fachada que dá para a Avenida São João, num vídeo editado de formas geométricas, que coloca a questão do espaço ser público/privado. Onde os portões estão sempre fechados e a relação com a rua é um pouco distante e intimidadora por sua escala. A próxima etapa será a realização da intervenção no local escolhido.

 

01.situação geral | implantação | atuação praça das artesg12_entrega03_img01

02.relação de entorno | fachada | frente para av. são joãog12_entrega03_img02

03.proposta de intervenção | gif.g12_entrega03_img03

04.situação geral | implantação | atuação beco do livro g12_entrega03_img04

05.projeção de luz na fumaça | ensaiosg12_entrega03_img05

 

4ª Etapa

Percepção | Luz e Espaço from Martha Levy Rezende on Vimeo.

Apresentação