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1ª Etapa

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Espaço e Lugar

Concluímos que espaço e lugar não são opostos. O “lugar(atmosfera e caráter) sempre vai ser complementar ao espaço(físico, território)

Achamos que talvez estávamos pegando as diferenças das duas palavras e nos equivocamos em trata-los como uma coisa e outra. Um depende do outro.

Lá percebemos o entorno do espaço das praças, e a própria topografia geravam “potencialidades” diferentes. O conjunto continuou como termo para usarmos como “fator de influência no caráter de lugar”.

O lugar, ou seja, o caráter que o espaço contém, é baseado no conjunto(entorno, topografia, etc..)

O que queremos desenvolver:

VONTADE –

A partir da nossa reflexão sobre o conceito de lugar/espaço, das leituras de Norber-Schulz sobre o Heidegger, fomos motivados a trabalhar com espaços que sejam recipientes de lugares diferentes.

Essa é nossa motivação, queremos tratar o caráter de lugar como uma potencialidade do espaço.

OBSERVAÇÃO –

A partir de nossa motivação, de nossa vontade, observamos as características do espaço e do lugar que ele recebe, e começamos e elencar possíveis potencialidades(a partir de nossa leitura/fotos de suas fronteiras/contorno/interface).

HIPÓTESE –

Desenvolvimento do trabalho(adição e subtração) das pré-existencias que compõem o contorno do espaço físico e lhe dão caráter de lugar.

Nossa forma de intervir no espaço vazio, será trabalhando de maneira direta no contorno, para este influencias o espaço.

2ª Etapa

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o espaço como recipiente

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recorte espigão | escala regional

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diagrama topografia | escala local

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eixos visuais | escala local

A paisagem é o lugar dos que não têm lugar. O contrário do que é ligado à destinação, à domesticidade. […] Privilégio de cidades estrangeiras visitadas pela primeira vez, dos desertos, das ruínas, dos céus pitorescos: serem desorientadores. […] É por isso que para ser passível da paisagem é preciso ser impassível ao lugar: o lugar é natural, onde tudo se oferece ao saber, ao passo que a paisagem é demasiada presença.

Brissac. Paisagens Urbanas. p. 354

Iniciamos nossa inserção no debate sobre preexistências em busca de catalogar espaços vazios na cidade. O primeiro debate sugerido se baseou em como conceituar o termo ‘vazio’, interpretado como o espaço físico recipiente de diversas e complexas ambientações. Necessitávamos compreender as distinções entre o espaço tridimensional e a concepção de lugar, conforme as leituras fenomenológicas de Heidegger, feitas pelo arquiteto Norberg Schulz. (bibliografia).

Passado este embate e essa inserção de matriz fenomenológica, com o desenvolvimento do trabalho, ganhamos dois objetos que consideramos compor um conjunto na cidade, a partir de nosso recorte de um trecho do Espigão da Paulista; as praças Waldir Azevedo e Amadeu Decome, ambas localizadas na Cerro Corá, região oeste de São Paulo. A motivação do recorte ¬se baseou em nossa interpretação das singularidades das duas praças dentro de um contexto urbano mais amplo, seu conjunto de problemáticas e potencialidades reveladas, principalmente, por sua topografia e sua potência visual, a qual possibilita ao usuário sua orientação e localização na cidade, – nos leva a pensar em como seria desenvolver futuras intervenções nestes espaços, nossos objetos de estudo.

Compreendida a interpretação de Heidegger acerca do conjunto de fatores que influenciam a atmosfera do espaço, ou seja, o caráter singular e plural do recipiente físico, passamos a elencar fatores técnicos e sensoriais que dispunham ambas praças e interpretar suas implicações, fossem elas positivas ou negativas. A análise se desenvolveu em três frentes de escala: territorial, regional e local. A ênfase de cada uma destas aprofunda os variados fatores que compõem e denotam o caráter atual de ambas. O territorial, a partir da leitura geomorfológica do espigão central, desde a Serra da Cantareira; o regional, revelando o tecido urbano mais imediato dos bairros que a Cerro Corá atravessa, denotando a influência da topografia dentro da implantação de vias e construções, além do contraste entre a própria avenida com seu entorno, avenida de forte viés rodoviário, de interligação de parte da zona oeste com a região central da cidade; finalizando no local, aproximando a leitura de questões relevantes no interior das praças, sobretudo em seus desníveis, seus usos e, seus potenciais, lidos a partir de questões “técnicas”, sem excluir uma abordagem empírica e sensorial.

A topografia, entendida como fundamental para a singularidade das duas praças e, fator que as coloca como um conjunto dentro da Cerro Corá, nos revelou tanto problemáticas como potencialidades; a qualidade de seus eixos visuais, a revelação das camadas justapostas da cidade, além da abertura para um olhar desimpedido do horizonte, podem ser vistos como grandes atrativos para darmos sequencia ao trabalho. As vezes, um mesmo aspecto se coloca como uma qualidade e como um problema, dependendo do ponto de vista. Por exemplo, a massa vegetal atrelada ao desnível do solo, de ambas praças, acaba gerando uma clara mudança na percepção da temperatura e no ruído sonoro. O som se dissipa no ambiente e a iluminação é filtrada pelas copas das arvores. Por outro lado, as mesmas cotas que promovem eixos visuais também geram barreiras físicas, impedindo a vista e a fluidez da circulação, acarretando numa baixa apropriação humana da praça, relegadas a poucas atividades descontínuas, as quais não se conversam dentro do espaço. A conclusão é a de que o mesmo desnível entre a Cerro Corá e o tecido urbano que a cerceia, pode promover em ambos locais, situações de fuga de uma urbanidade acelerada, característica do centro expandido, sendo lidas tanto como potenciais para um possível projeto como problematizadas para o seu futuro desenvolvimento.

Conforme as leituras e nossas próprias interpretações, o objetivo parece caminhar para tentar estabelecer uma conversa que destaque suas paisagens reveladas, tanto das praças como da própria Cerro Corá, entendendo suas potencialidades que podem promover uma maior orientação dentro da cidade e a ênfase na desobstrução da paisagem, enxergada ora como fragmentada ou como una; nosso objetivo é não definir estes horizontes de maneira assertiva, mas revelar por meio de ambas praças, suas diversas interpretações de cidade, abrindo o leque de leituras a partir da amplitude visual dos locais. O foco do trabalho olha tanto para a escala regional (bairros imediatos às praças), quanto para um meio urbano ampliado. O objetivo transcorre em abrir para o pedestre a possibilidade de orientação geográfica da cidade, sensorial e diversificada, a partir da percepção e recepção de cada indivíduo.

3ª Etapa

isométrica | intervenção
isométrica | intervenção
implantação | intervenção
implantação | intervenção
corte longitudinal | intervenção
corte longitudinal | intervenção
colagem | intervenção
colagem | intervenção

Concluída a última etapa de nosso percurso de trabalho, percebemos e enfatizamos a potencialidade que ambas praças estudadas possuíam em relação a vista que elas dispunham. O horizonte evidenciado por ambas contem qualidades que devemos revelar e propor valorizar. O principal objetivo é o de intervir no espaço de forma com que esta proposta torne explicita as estas qualidades, sobretudo dos eixos visuais qualificados pela topografia.

Escolhemos iniciar nossa intervenção tendo em mente de que esta deveria cumprir o papel de conciliar a potencialidade das vistas para o horizonte em relação a falta de atenção que esta praça recebe de seu entorno. O movimento acelerado da Cerro Corá dificulta a apreensão destas virtudes visuais, o que passa a ser determinante para que nossa intervenção tenha como premissa de projeto uma também proposta de persuadir este cidadão que passa apressado pelo local.

O trabalho por meio de passarelas com superfícies espelhadas faz o papel de enquadrar a paisagem, revelando as vistas de forma a orientar o cidadão na cidade. Tendo como potencial enquanto objeto, a virtude de confundir e ampliar as virtudes da própria arborização e massa vegetal da praça, dinamizando o contato entre objeto e frequentador.

Assim sendo, o elemento construído se revela importante tanto pela implantação sobre a topografia, de maneira a cumprir seu papel como orientador do espaço, quanto para chamar a atenção de seu entorno imediato. A passarela funciona por tornar existente o contato do cidadão com a vista de diversas camadas da cidade, de toda sua sobreposição, motivando assim a este tomar conhecimento e valorizar a própria praça que lhe serve.

4ª Etapa

Apresentação