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bárbara_amaral/ giovanna_tozzi/ laura_pappalardo/ marina_dahmer/ pedro_feris

1ª Etapa

“futuros planejadores, pedimos para organizar um cemitério na cidade onde entre as sepulturas vamos construir um teatro”
(Jean Genet, Estranha Palavra )

Para melhor compreender essa construção buscou-se, num primeiro momento, uma pluralidade de informações a respeito das relações com a morte em diversas culturas e o reflexo destas nas construções sociais.

(pessoa_espaço)
Uma sociedade pautada em valores matérias tende a negar a relação efêmera que é a vida. Essa concepção se imprime na maneira de lidar com os mortos, destinando a eles um espaço que nega e é negado pela cidade. Ao mesmo tempo devem ser espaços de elevação, que propiciem a reflexão e a contemplação.

(espaço_espaço)
cemitérios = espaço central nas cidades + verdadeiras ilhas urbanas, espaço subtraído da relação com a cidade

(negação da morte)
alto e extenso muro entre cidade e cemitérios nega a existência da morte (grandes muros brancos apagam os cemitérios, tabula rasa em forma de muro)
perpetuação do status alm-morte:

túmulos e estátuas de cemitérios = show de imortalização do status

Hipóteses de intervenção:

a) túmulos explodidos
túmulos espalhados = cidade dos mortos + cidade dos vivos
explosão do cemitérios pela cidade, retomando consciência da efemeridade da vida Antropofagia Oswaldiana: transformar o tabu em totem

b) aqui jazz o arquiteto
cidade enterrada dos mortos + cidade aérea dos vivos = especulação máxima do espaço

c) mamãe mamãe posso ir no pula pula?
retomar caráter público e lúdico dos cemitérios = cemitério + parque

d) a cidade dos mortos
cemitério – grandes muros brancos + pequenas cabaninhas efêmeras = cidade dos mortos + cidade dos vivos + privacidade no encontro morto/vivo
explodir muros do cemitério: muros efêmeros, cortinas leves, levemente translúcidas, mas opacas o suficiente para quem visita poder ficar a vontade com seu morto.

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2ª Etapa

Ensaio hipotético e conceitual sobre o espaço que os cemitérios, subtraídos de nossa malha urbana, ocupam e simbolizam.
“futuros planejadores, pedimos para organizar um cemitério na cidade onde entre as sepulturas vamos construir um teatro”
(Jean Genet, Estranha Palavra)
Para melhor compreender essa construção buscou-se, num primeiro momento, uma pluralidade de informações a respeito das relações com a morte em diversas culturas e o reflexo destas nas construções sociais e dos espaços urbanos, levando a quatro propostas provocativas que debatem o conflito entre o imaginário construído de cidade dos vivos contrapondo à cidade dos mortos, este cenário confecciona uma negação do espaço do cemitério como pertencente à cidade.
A abordagem utilizada na segunda etapa do trabalho manteve o caráter provocativo e busca, por meio de diferentes escalas de aproximação, clarear os aspectos considerados relevantes para alimentar a discussão, permitindo assim uma maturidade mais expressiva no debate no momento em que a abordagem rompe com o espaço físico da Escola e se entrelaça com o cotidiano urbano da região analisada, instigando a reflexão sobre um imaginário já consolidado.
(espaço_espaço)
Tem como objetivo compreender como o espaço analisado; dialoga com a situação urbana em que esta inserido.
cemitérios = espaço central nas cidades + verdadeiras ilhas urbanas, espaço subtraído da relação com a cidade
alto e extenso muro entre cidade e cemitérios nega a existência da morte (grandes muros brancos apagam os cemitérios, tabula rasa em forma de muro)
construção de uma malha urbana intramuros independente do exterior (quadrícula, em alguns casos, cidade medieval em outros)
cidades espelhadas
vazio aéreo/alta densidade subterrânea

(pessoa_espaço)
Busca entender como se constrói a interação entre o indivíduo e o espaço, a partir das relações enraizadas no imaginário do observador e a maneira com que o meio o atinge.
Túmulos como monumentos – supervalorização da morte
Espaço carregado de sentimentos
Tipologias diversas de túmulos (espacialidade, estética, vista, cor)
(pessoa_pessoa)
Busca contextualizar como se constrói a relação entre o individuo e o conjunto de símbolos que trabalharam subjetivamente na construção do imaginário e como isso se imprime na sua percepção do espaço.
Sociedade estratificada, que valoriza o status criado em vida, busca mantê-lo também na morte.
Momento de reflexão individual, meditação. Suspensão do tempo e sensação de efemeridade da vida.
Diferentes relações entre vida e morte para cada cultura, festa/luto.
A pesquisa nos levou a instigar a relação tênue entre a cidade dos vivos e a cidade dos mortos, entendendo estes como espaços díspares que se negam. Essa negação se solidifica através do muro, elemento rígido que acentua este distanciamento. Além disso, a urbanização contemporânea, regida pela lógica da especulação imobiliária, inferiu uma desigualdade sócio espacial na malha urbana, extremamente segregacionista e que desenha um formato de cidade onde apenas as camadas mais favorecidas tem direito a ela.
As implantações dos cemitérios, originalmente destinados às zonas periféricas, trazem hoje resquícios do processo de expansão da cidade, que incorporaram estas áreas e passaram a adquirir centralidade. Esse conjunto de pré-existências formais e resquícios processuais nos levou a uma provocação que rompe com o imaginário que segrega o cemitério do contexto urbano.
A partir disso, foi criado um projeto de empreendimento imobiliário que se apropria do espaço destinado aos túmulos do cemitério para a construção de unidades de habitação populares. Com isso, os espaços já consolidados no imaginário comum se unem e se pré-dispõe a novos usos democratizando o acesso a cidade.

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3ª Etapa

Assembléia – CENA 2
(Eustacio, Kim, Osvaldo, Alfredo)

(Vozes distintas)
E: Ordem! Ordem! Vão construir um empreendimento imobiliário dentro do nosso cemitério.
K: Vão tirar alguns de nós aqui para colocar vivos para morar aqui. Mas eu gosto daqui!
F: Eles já têm o lugar deles.
O: Tenho uma dúvida, quer dizer então que minha filha pode vir morar aqui?
K: Mas ela já tem onde morar na cidade dos vivos!
O: Mas pelo menos agora ela vai poder morar em um lugar bom, perto do metrô, com ponto de ônibus, arborizado e de novo a meu lado.
R: Mas vivo não quer ficar perto de morto, eles querem tirar a gente daqui.
H: Ouvi dizer que já compraram alguns túmulos.
A: Aposto que é da parte baixa, são túmulos horríveis, tomara que mudem mesmo e traga um ar mais requintado pra esse lugar morto.
H: Mas estavam de olho no seu, mesmo. Eles queriam um bem grande…
A: Imagina, que absurdo. Jamais deixariam mexer no honrado túmulo da minha família. Eu represento a família tradicional brasileira, qualquer tentativa de interferir aqui fere a nossa honra.
P: Podemos comprar todos antes então?
E: Compramos quem? A gente não tem dinheiro, não temos mais nada, somos todos mortos agora, somos todos iguais!

———————————————–MUVUCA————————————————–
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4ª Etapa

Apresentação