G39 – Reconher São Paulo através da Casa Amarela

Entrega 2

Reconhecer a cidade é entender seus problemas, suas dinâmicas, seu passado e seu futuro.

A metrópole que abriga milhares de pessoas, também é a cidade que acolhe diversas culturas.

A cultura que chega de diversas partes do Brasil, buscando melhores oportunidades na cidade grande e a dos que nasceram na cidade e habitam seus museus, teatros e galerias de arte.

Com a finalidade de analisar a cultura de São Paulo, nosso trabalho propõe-se a estudar como as ocupações culturais colaboram e fortalecem uma parte importante e esquecida da cidade, a cultura da arte urbana, do pixo, da educação para quem não tem oportunidades, do acesso a arte para quem não pode pagar.

No ambito desse estudo, levantamos informações sobre algumas ocupações culturais da cidade e mapeamos a região e seu entorno, conhecido como Território de interrese da cultura e da paisagem (TCIP) – dentro do Plano diretor de São Paulo. Essa região, que contempla bairros como Consolação, Bela Vista, Santa Cecília, República, Sé, Luz, oferece centros de cultura conhecidos no roteiro turistico da cidade, como o MASP, CCSP, Pinacoteca, CCBB, entre outros, porém abriga também centros de cultura de resistência, que fazem um importante trabalho na cidade.

A casa amarela, objeto principal do estudo, é uma ocupação que desde 2014 resiste em um antigo casarão, abandonado há 30 anos que guarda uma memória arquitetônica importante para a cidade. O trabalho realizado na casa amarela é feito sem ajuda da prefeitura ou de qualquer empresa privada, de forma horizontal, auto-gerida, democrática e sem fins lucrativos. É exatamente nesse momento de escassez de verbas de cultura pelo governo municipal que buscamos entender a importância do trabalho para a cultura da cidade e como esse trabalho impacta nas diferentes classes sociais que habitam a região.

 

 

Entrega 3

A partir do estudo e levantamento inicial sobre a Casa Amarela e outras ocupações similares, notamos o potencial da casa no contexto e no local na qual ela se insere. Utilizando como base esse estudo, buscamos entender melhor qual seria esse contexto, ampliando a escala para o entorno da casa, mapeando as escolas, teatros e outros pontos de cultura nos seus arredores. Essa aproximação foi importante para a segunda etapa do trabalho que constituiu em entrevistas com moradores e artistas residentes da ocupação, para compreender se algum desses lugares do entorno se conectam com as pessoas que utilizam a casa e quais seriam esses lugares, resultando em diagramas de percursos e pontos de interesses da rotina dos entrevistados e desenhos dos personagens, juntamente com um estudo de fotomontagem com a finalidade de retratar como a casa se relaciona com o exterior e o interior, trazendo as impressões dos entrevistados e dos transeuntes que passam pela Rua da Consolação. A ideia do projeto é Reconhecer São Paulo ATRAVÉS do olhar dos produtores de cultura e artistas residentes da Casa Amarela, essas impressões resultantes de entrevistas e acompanhamento dos personagens serão condensadas em diagramas e mapeamentos, como os apresentados nesta etapa de consolidação.

Link para a apresentação: EV17S2_G39_E3