G44 – Reconhecer SP_ a festa como cidade

Após a primeira análise do funcionamento da Virada Cultural, surge como questão a descentralização do evento tendo como impulso a “Virada Descentralizada”, organizada pelo governo Dória que teve como resultado o esvaziamento da região central e um público abaixo do esperado nos principais shows  (1,5 milhões de pessoas, a virada com o menor público desde a primeira). A partir daí o trabalho vem entender como a virada poderia se compor, o que mudar/melhorar, mais especificamente a questão de ‘onde/como’.

 

Desde o começo a reivindicação do centro estava sendo discutida no nosso grupo, a compreensão da dinâmica positiva dos anos anteriores e o entendimento do centro como  “território comum para todos os paulistanos” nos leva a propor a recentralização do evento, recentralizando-o.

 

Partindo dessa ideia e do entendimento dos palcos do centro como algo já estabelecido, resolvemos encontrar meios de estabelecer o perímetro do espetáculo como espaço único. A possibilidade de 24h de evento, delimita um período de possibilidades infinitas e transformação completa e temporária da visão e uso desta cidade. Portanto, para essa transformação propomos atiçar o caráter sensitivo e fenomenológico entre população x cidade intervindo nos espaços ‘entre’ e reafirmação dos edifícios notáveis da cidade, utilizando eles não só como ponto de referência, mas como infraestrutura para o evento.

 

Nos edifícios notáveis, as galerias entram com uma importância especial, por ser uma característica especial da região central, como também por permitir a costura da cidade em uma situação completamente diferente, adicionadas a suas possibilidades de infraestrutura básica como banheiros, além de uma escala outra, ‘entre’, acolhedora.