TEMPO LIVRE – G03

Manuella Leboreiro, Bruna Marchiori, Matheus Molinari, Cauê Marins, Alexandre Mendes

ETAPA 1

vimeo: https://vimeo.com/122904338

ETAPA 2

ETAPA 3

Zona Sul de São Paulo. Do Capão Redondo até a região de Santo Amaro, milhares de pessoas se deslocam diariamente para seus destinos através do transporte público. Corre entre morros o gigante que leva grande parte dessa população: o metrô. Implantado na região da várzea do Córrego do Morro, canalizado sob a Avenida Carlos Caldeira Filho, a estrutura elevada de concreto marca a paisagem.

A região estudada durante o Estúdio Vertical “Tempo Livre Campo Limpo”, é um dos locais onde os habitantes demoram mais tempo para se deslocar de um ponto a outro na cidade de São Paulo. São poucas as principais vias de acesso a região, que não comportam o grande fluxo pendular diário de automóveis, ônibus e motocicletas. As estações Santo Amaro e Capão Redondo (terminal) são as mais movimentadas de toda a Linha-5 Lilás, inaugurada em 2011, devido as conexões com outras linhas de transporte (CPTM e EMTU, respectivamente).

O indivíduo soma ao final de seu dia, além das horas da jornada de trabalho, as duas ou até cinco horas de deslocamento entre sua casa e seu destino. Que tempo livre esse indivíduo usufrui?

O recorte de estudo selecionado pelo grupo foi a área entre as estações de metrô Campo Limpo e Vila das Belezas, onde os únicos locais público de lazer, que comportam um grande número de pessoas são o Shopping e o SESC Campo Limpo. A estrutura do metrô, apesar de tão marcante, não caracteriza nenhuma centralidade ao longo de seu percurso (somente na estação Campo Limpo, com conexão com o shopping). Questionamos: será que obras dessa escala, como um metrô, tem que manter um caráter funcionalista ao extremo – levar pessoas aos seus destinos? As estações de metrô tem pouca ou até nenhuma relação positiva com seu entorno, e ao longo do trajeto, não favorece a experiência de cidade. Apesar de sua altura em relação ao solo, a estrutura segrega, como uma parede invisível, a região da Zona Sul.

E se fosse diferente? O Monolito propõe a reconexão entre esses espaços e convida o olhar para essa área da cidade. Com seus vinte metros de altura, oferece um eixo de 417 metros com grandes piscinas em sua cobertura e solários, do morro à Estrada de Itapecerica. Onde funcionava uma garagem de ônibus e alguns galpões subutilizados, propomos um parque público que penetra nessa grande pedra, esculpindo-a em diferentes níveis com áreas de estar, jardins e um grande aquário. Subvertendo a lógica do metrô, que apenas conecta dois pontos, o projeto conecta e propõe diferentes espacialidades e usos ao longo de seu percurso.

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