TEMPO LIVRE – G19

Juliana Haddad Souen, Rebeca Domiciano de Paula, Letícia Macedo Costa Azevedo Amado, Aleix Gonzales, Ricardo Landulpho Justi

ETAPA 1

ETAPA 3

A proposta de trabalhar o tempo livre na região do Campo Limpo, área periférica da cidade de São Paulo, responde a necessidade do espaço na promoção da vivência do ócio. A situação atual é a transposição do tempo nos longos deslocamentos da região até suas zonas de trabalho, sendo muitas vezes inseridas na zona central da cidade. Logo a transformação do tempo livre em tempo perdido no transporte e no trânsito verifica o não aproveitamento do tempo para cultivo do lazer, onde a região também não propicia o espaço do convívio coletivo necessário.
É a partir dessa aproximação que se verifica um recorte na chegada do Campo Limpo determinado pelo metrô, shopping Campo Limpo e SESC, áreas de grande fluxo de pessoas e de grandes loteamentos com áreas subutilizadas e residuais, determinando um espaço mínimo para o uso do pedestre.
Com isso, é dado como proposta a criação de um novo eixo cultural ligando o metrô ao SESC Campo Limpo, a partir da recuperação da cota da cidade com requalificação das áreas residuais próximas ao metrô, passando pelo shopping chegando ao SESC determinando novas zonas de estar e de lazer, criando um elemento único na cidade. O primeiro segmento do projeto é ao redor do metrô, onde se determina duas escalas, a oeste conforma-se uma área na escala do bairro sendo a leste uma grande praça na escala da cidade.
Para a ligação dessa área é liberada a cota térrea do estacionamento do shopping, verificando um grande espaço versátil pela modulação da própria estrutura do estacionamento, sendo inseridos novos equipamentos como: banheiros, bares ou brinquedos, sendo modulares no espaço. Deve-se ressaltar que o espaço do estacionamento é uma área de grande influência no projeto, sendo comparadas aos vãos do MASP e MUBE, áreas relevantes do uso no espaço público na cidade de São Paulo.
O segundo segmento do projeto é dado pelo tratamento dá área do SESC, onde a intenção é a utilização das zonas periféricas à área do SESC com usos públicos e não de domínio privativo, é dado como crítica a limitação das atividades propostas pela instituição no lote da própria edificação, não sendo explorado o uso da rua como apropriação pública. A novo projeto propõe uma área livre para eventos como cinema a céu aberto, shows e brincadeiras para as crianças. Assim o novo limite do lote é somado à nova proposta de rua fechada que promove uma área de circulação comercial dada ao uso público de barracas modulares para uso de bancas, feiras, floriculturas e pequenos comércios rotativos.
Os dois segmentos de projeto são unidos por uma estrutura proposta de sinalizadores visuais dados por postes de aço acompanhados de uma infraestrutura determinada pela altura do objeto, sendo por exemplo por: tomadas, pontos de luz, ganchos de rede de internet gratuita. Estas estruturas são homogêneas na visualização do espaço e também um conector do metrô ao SESC.
Somada ao projeto de requalificação urbana em nível do pedestre é proposto também uma aproximação do rio como elemento de memória do espaço urbano da região, assim como é proposto um tratamento de esgoto junto a ele e uma nova forma de infraestrutura de fiação elétrica enterrada. A pavimentação de unificação do espaço é dada por peças de concreto de coloração distintas somadas às áreas verdes e de sombreamento.
A proposta do projeto como um todo, oferece fortalecimento da forma do espaço de partida e chegada ao bairro como um novo ponto de encontro, lazer e de aproveitamento do tempo perdido no percurso do cidadão que é realizado diariamente. O projeto promove a diminuição do fluxo direto e contínuo com a somatória do aproveitamento do lazer, este dado pela permanência, por um bar, por um cinema ou pela simples brincadeira no parquinho do final da tarde. O projeto configura restabelecer um novo tempo, sendo esse não desprendido de um cotidiano dependente da locomoção diária.