TEMPO LIVRE – G25

Katharina Blümke, Luisa Angerami Cleaver, Marília de Azevedo Correa, Pedro Luis Nischimura, Isabella de Bonis

ETAPA 1

ETAPA 3

O Projeto do Parque Campo Limpo parte da leitura do território do bairro na Zona Sul de São Paulo e das barreiras urbanas presentes nele. As barreiras urbanas de transporte conectam o Campo Limpo na escala além bairro, mas não oferecem qualidade urbana na escola local, não apenas em termos da presença física de tais barreiras, mas também quanto a influência que elas tem na relação das pessoas com o espaço público. O Campo Limpo tem como característica principal a heterogeneidade de tipos de ocupação do solo, as quais não tem nenhum tipo de conexão entre si devido aos limites físicos e socias muito bem marcados.

A localização do novo Sesc Campo Limpo foi questionada pelo grupo na medida em que o Sesc é um equipamento capaz de propôr novas dinâmicas socias, mas que, nesse caso, por estar localizado junto aos demais equipamentos públicos e culturais existentes, reitera uma concentração urbana e um modelo de ocupação territorial hierárquico e não democrático em termos da distribuição de infraestruturas no bairro. A presença do Parque, por sua vez, como uma área pública, verde, de lazer é cotidianamente ignorada pelo seu entorno, inclusive pelo Sesc. O projeto parte dessa situação como uma oportunidade de recolocar o espaço púbico de lazer no bairro, a partir de novas relações espaciais com ênfase no eixo Parque-Sesc.

O partido do Projeto do Parque Campo vai contra a lógica recorrente na cidade de São Paulo, que sempre pensa os espaços a partir de elementos novos, desconsiderando muitas vezes peculiaridades e oportunidades locais. A intervenção a ser feita no Parque pretende incitar novas possibilidades de convivência, de lazer público e de perceção da noção de tempo livre na cidade.

Em síntese, o projeto criar uma rede de atividades e dinâmicas urbanas que se complementam durante todo o dia através das áreas de lazer, abrigo, encontro e esporte. A leitura das barreiras heterogêneas de seu entorno, serviu de guia para estebelecer uma lógica no desenho de novas infraestruturas e distribuição de equipamentos pelo Parque. O olhar está voltado para os quarteirões adjacentes, as entradas existentes, as novas conexões criadas e ativadas através do comércio, visando assim atrair fluxo para as extremidades e, consequentemente, para o Parque todo, ativando-o em todas as instâncias possíveis.

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