PASSAGENS – G05

CARLA DIAMANTE OPPIDO, SABRINA SINELLI SOBREIRO, GLAUBER TRIANA CHACRA, MARCELO BONI ALBERTAZZI

1ª ETAPA

Tendo notado a importância histórica desse lugar impar à cidade, o Vale do Anhangabaú, nos serve como objeto de estudo para o tema proposto, passagens. Ainda mais singular são as duas galerias que ali se encontram embaixo do Viaduto do Chá, a Galeria Prestes Maia e a Galeria Formosa, que permitem a transposição e articulação de duas cotas distintas da cidade. Articulação essa que, no passado teve grande importância devido a Implantação de vias de grande fluxo que eram responsáveis pela articulação entre o centro e o resto da cidade, sendo assim, usada como porta de entrada para o centro da cidade. Em 1980 com a implantação do projeto de readequação do Vale do Anhangabaú, de Jorge Wilheim, que previa a criação de um parque em pleno centro de São Paulo, a área sofreu um processo muito intenso de degradação do espaço público. Processo esse que, acarretou no fechamento parcial e deteriorização das duas galerias e desvirtuando sua proposta inicial.
Visando resgatar sua importância propomos para as duas áreas a relocação do MAM (atualmente localizado no Parque do Ibirapuera) intensificando a interação entre cidade e instituição, reconectando o museu ao cotidiano da cidade. Para além da proposta de relocação, o vale do Anhangabaú serviria como palco para diversas intervenções e propostas projetuais, buscando uma maior interlocução e diálogo com o público transeunte, descentralizando a instituição e potencializando sua de intervenção.

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2ª ETAPA

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No decorrer do crescimento de São Paulo, a região central da cidade sofreu diversas transformações que modificaram não apenas a volumetria da cidade, mas também os fluxos e usos dos lugares, deixando muitas vezes espaços pouco aproveitados ou abandonados. Uma das mais famosas áreas do centro é o Vale do Anhangabaú que dentre os diversos usos que já teve, foi transformada de via expressa, Avenida Anhangabaú, em um grande vale na tentativa de suprir a necessidade de espaços públicos no centro, criando um grande espaço com paisagismo, porém pouco convidativo ao público, perdendo o fluxo e o reconhecimento do local como lugar de passagem. Com essa mudança, a área sofreu um processo intenso de degradação do espaço público, processo esse que resultou o fechamento parcial e deterioração de duas galerias existentes nas extremidades do Viaduto do Chá.
As duas galerias, a Formosa e a Prestes Maia permitem a transposição e articulação de duas costas distintas da cidade, criando uma rápida passagem entre a Praça do Patriarca, o Vale do Anhangabaú e a Praça Ramos. Atualmente a conexão entre essas duas antigas galerias é interrompida por dois grandes pilares que sustentam o viaduto em dois pontos, formando três pequenos espaços que além de isolarem-se, bloqueiam a passagem entre esses dois edifícios e conformam um ambiente sem atrativos e não convidativo.
Para a reativação e uso dessas duas galerias com grandes potenciais de conexões propomos a requalificação dessas duas áreas de espaço público com a realocação do MAM (atualmente localizado no Parque do Ibirapuera). Uma vez que os dois pilares do viaduto interferem na passagem e na conexão visual, a relação entre as galerias se estabeleceria através de uma passarela, que além de conector serve como equipamento urbano que permite uma nova perspectiva das obras que ocuparão o vazio entre pilares.
Se localizando no centro da cidade, o Vale do Anhangabaú tem grande potencial como conector de espaços e vias, e a relocação do MAM intensificaria a interação entre cidade e instituição, inserindo o museu ao cotidiano da cidade e criando um instrumento que conecta ambos os lados do Anhangabaú e seus habitantes.

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3ª ETAPA

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Com o passar do tempo e desenvolvimento do MAM, o edifício se mostrou insuficiente para as necessidades do programa. Questões como acervo, espaço expositivo, área institucional e biblioteca encontram dificuldades impostas pelo pequeno espaço disponível. O edifício, que é tombado em três instancias, federal, estadual e municipal, inviabiliza qualquer tipo de readequação do desenho atual.

Entendendo o parque e seu entorno, se mostrou latente a situação de isolamento que o museu se encontra e sua necessidade de reinserção à cidade e ao cotidiano das pessoas. Tomando essa premissa como partido para a escolha de um novo sitio, entendemos o centro de São Paulo como localidade ideal para suprir tais questões.

 

A região central da cidade sofreu diversas transformações que modificaram não apenas a volumetria da cidade, mas também os fluxos e usos dos lugares, deixando muitas vezes espaços pouco aproveitados ou abandonados. Uma das mais famosas áreas do centro é o Vale do Anhangabaú que dentre os diversos usos que já teve, foi transformada de via expressa, Avenida Anhangabaú, em um grande vale na tentativa de suprir a necessidade de espaços públicos no centro, criando um grande espaço com paisagismo, porém pouco convidativo ao público, perdendo o fluxo e o reconhecimento do local como lugar de passagem. Com essa mudança, a área sofreu um processo intenso de degradação do espaço público, processo esse que resultou o fechamento parcial e deterioração de duas galerias existentes nas extremidades do Viaduto do Chá.

Aplicando essa metodologia ao partido de reinserção do museu à cidade, propomos que o museu aconteça por meio dessas duas galerias, que representam o espraiamento da cidade para dentro do lote além de permitir a passagem entre dois ou mais pontos da mesma, conferindo ao programa um caráter tanto de passagem quanto de permanência.

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público x privado| isométrica

As duas galerias escolhidas para a nova sede do MAM, a Formosa e a Prestes Maia permitem a transposição e articulação de duas costas distintas da cidade, criando uma rápida passagem entre a Praça do Patriarca, o Vale do Anhangabaú e a Praça Ramos. Atualmente a conexão entre essas duas antigas galerias é interrompida por dois grandes pilares que sustentam o viaduto em dois pontos, formando três pequenos espaços que além de isolarem-se, bloqueiam a passagem entre esses dois edifícios e conformam um ambiente sem atrativos e não convidativo.

Uma vez que os dois pilares do viaduto interferem na passagem e na conexão visual, a relação entre as galerias se estabeleceria através de uma passarela, que além de conector serve como equipamento urbano que permite uma nova perspectiva das obras que ocuparão o vazio entre pilares. Essa passarela, pública, tem como característica conformar os espaços ao seu redor, criando momentos em que o museu tem áreas permeáveis e também áreas restritas, como a biblioteca.

A passarela localizada no segundo andar das galerias, tem influência também no piso térreo, permitindo uma passagem coberta e conformando o “Salão Principal” de exposições, localizado embaixo do Viaduto do Chá entre os dois pilares, sendo totalmente de caráter público. Essa área de exposições propõe o uso do Anhangabaú como parte importante do museu, com pé direito máximo de 10 metros, permitindo exposições de grande porte que podem ser vistas tanto pelo térreo, quanto pela passarela, gerando diferentes níveis de visualizações.

A passarela vem como conectora entre as galerias e como instrumento público de passagem entre as cotas distintas da cidade, mas também procura se conectar visualmente com o espaço já existente de forma delicada, uma estrutura fina atirantada no viaduto, sem interferir de forma agressiva a estrutura histórica do Viaduto do Chá.

Se localizando no centro da cidade, o Vale do Anhangabaú tem grande potencial como conector de espaços e vias, e a relocação do MAM intensifica a interação entre cidade e instituição, reconectando o museu ao cotidiano da cidade e criando um instrumento que reconecta ambos os lados do Anhangabaú.

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