PASSAGENS – G07

RAFAEL GASPARIAN CALIL JARDIM, CAROLINA BOSIO QUINZANI, ANA BEATRIZ ROBAZZI MUSSOLIN, GIANI MORI PARDINI, GUILLERM ALMIRALL PARRA

1ª ETAPA

Do início, se considera passagem como ato efêmero e temporal a ser constituído em determinado espaço e situação de exceção. Busca-se, portanto, a força urbana natural que age a influenciar o limite entre o interno e externo caracterizando o momento inusitado. Pressupõe-se que essa conjuntura será formada em ambiente densamente construído e com grande diversidade de fluxos e acontecimentos.

O ato de atravessamento direcionado e ritmado pode ser construído através da relação do indivíduo com o espaço em que se está e o espaço em que se insere. O locus urbano se iguala a natureza na medida em que também se identifica à autonomia expressiva.

Supõe-se, então, que na metrópole paulistana se procurará pela circunstância singular que foge a regra e a suposta monotonia da urbanidade. Considerando, afinal, que essa situação se tornará possível no local em que a cidade se expressa de maneira universal e plena no que diz respeito a suas forças intrínsecas.

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2ª ETAPA

A partir da maquete de gelo entendemos que o vazio pode ser interpretado como a cidade em si com seus espaços e fluxos, e que o recorte por nós escolhido seria a condição espacial na qual dinâmicas ocultas poderiam ser reveladas. Pretendemos, então, enaltecer determinada situação oculta imaginando que esse fator se constituiria através das relações implícitas ao local.
Considerando, assim, as possibilidades existentes tais como: fios enterrados, espaço de respiro do metrô, transporte aéreo, entende-se afinal que o oculto não está necessariamente subterrâneo ou aéreo e sim, possivelmente, na altura de nossos olhos; ou seja, o que nunca enxergamos externamente são as nossas próprias ações em relação à inserção social e urbana.
A Praça do Patriarca é sublinhada, dessa forma, como locus urbano no qual existe a sobreposição temporal arquitetônica, o fluxo intenso e irregular, o comércio característico e a atmosfera metropolitana desejada. Sendo assim, pretende-se, através do uso da água em estado gasoso, provocar novas dinâmicas e, principalmente, a percepção da coexistência coletiva frente ao posicionamento espacial individual.

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3ª ETAPA