PASSAGENS – G08

CATARINA CALIL BREYMAIER, GUILHERME PASCHOAL RIBEIRO, TATIANA FERREIRA VALENTE, HELOÍSA DE SOUZA OLIVEIRA

1ª ETAPA

Analisando a evolução do sítio urbano de São Paulo deparamo-nos com processos drásticos de alteração da paisagem. Processos estes, na maioria das vezes, realizados para abertura de novas vias. Contudo, as grandes obras rodoviárias não trazem em seus desenhos a preocupação com o pedestre ou com a cidade que se formará ao seu redor, criando situações absurdas – como no caso que estudaremos daqui para frente.

Nosso perímetro de intervenção se dá no cruzamento, em cotas diferentes, da Avenida Dr. Arnaldo e Paulo VI, juntamente com a Estação Sumaré do Metrô. Nesse ponto, ao nível da Av. Paulo VI, encontramos uma ciclovia no canteiro central, na qual o uso se equipara a um parque linear – eis que não se tem apenas bicicletas, mas também pessoas praticando atividade física como caminhada e corrida.

A Estação do Metrô em questão oferece duas saídas, sendo uma na Dr. Arnaldo e outra, na Rua Oscar Freire. Entretanto, detectamos demanda para ligação do metrô com a Avenida Paulo VI, hoje possível apenas após um percurso de cerca de 9 minutos a pé – o que poderia ser facilmente resolvido com uma escada, por exemplo.

Assim, detectamos a necessidade da ligação vertical entre as duas avenidas, como principal ponto do projeto. Todavia, somente uma escada comum de metrô seria, para nós, um grande desperdício, pois enxergamos outro grande potencial: o de mirante, já que se trata de um ponto alto da cidade de São Paulo em que se pode ter uma vista privilegiada dos vales do Pinheiros e do Tietê.

Devido à acidentada topografia, temos áreas de difícil apropriação caracterizando uma ocupação pouco consolidada na Avenida Paulo VI, com importantes vazios urbanos a serem explorados.

Além disso, ter um metrô é algo de extrema importância no projeto, tendo em vista o fluxo que este proporciona e a sua ligação direta com as demais partes da cidade, de modo que nosso desejo/projeto se insere no cotidiano do trabalho e, paradoxalmente, do lazer.

Dessa forma, compreendemos a necessidade de articular duas escalas: a da contemplação e a do pragmático, na expectativa de viabilizarmos uma outra forma de apropriação da cidade. Sob esta dinâmica, as passagens não mais assumem apenas o papel burocrático de conexões, mas também de permanência e contemplação.
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3ª ETAPA