PASSAGENS – G13

LAÍS MAIARA PEREIRA SILVA, DIEGO PETRINI PINHEIRO, LETICIA MARGARIDO MOURA, PAULA ANDRADE MIRANDA CAIO

1ª ETAPA

O projeto nasce da vontade de pensar o deslocamento do pedestre e a relação dele com a conformação urbana de São Paulo. Dada cidade possui um desenho composto por camadas que foram sendo sobrepostas ao longo dos anos, ou seja, possui inúmeros layers, sendo um dos principais a malha viária. Essa priorização criou, consequentemente, um urbanismo que, muitas vezes, não possibilita situações de qualidade para o pedestre, como acontece por exemplo, no entorno da avenida 23 de Maio.
Situações como esta sugerem e incitam a criação de novas passagens na malha urbana, buscando transpor as barreiras criadas pelo homem, e conectar e articular os espaços da cidade. Para tal fim, deve-se pensar não somente em planta, mas também em corte, analisando a topografia, e as relações que essa estimula e possibilita.
Dessa forma, parece interessante e instigante transpor a barreira que a avenida 23 de Maio impõe, e enfrentar o desafio que a área apresenta, tendo como referência espaços já existentes na cidade, como o projeto de galerias subterrâneas para a avenida Paulista. Em sua proposição, dado projeto buscava estimular o contato entre os transeuntes, criando espaços de qualidade superior e priorizando o fluxo de pedestres.
Da mesma forma, unindo a vontade de afirmar o espaço do pedestre com a de usufruir da infraestrutura já existente do metrô, o projeto, que será implantado tendo a estação Paraíso como foco de um dialogo tanto com as estações de metrô Vergueiro, Ana Rosa e Brigadeiro, como com suas respectivas áreas de influência, como as avenidas 23 de Maio e Paulista. Consequentemente, a intervenção acaba por criar uma interação entre as esferas do público e do privado, por se apropriar também das baldeações existentes nas estações citadas.
O projeto busca, também, estabelecer uma relação referencial com a cota zero, gerando um espaço de qualidade, a partir da interação do espaço proposto com a luz que vem da superfície e do estabelecimento de um programa que estimule a circulação constante de pessoas pelo espaço, assim como acontece nas galerias comerciais de edifícios do centro da cidade, como o Copan e o Conjunto Nacional.
Buscando isso, o projeto não se constitui como um elemento fechado em si, visto que sua importância está também no que ele liga. Seu programa se pauta em uma análise da região em que se insere e dialoga com as necessidades e carências da mesma.
Dessa forma, consegue-se garantir que o projeto não se constitua como um mero espaço-entre, mas sim como um espaço de fato, sendo um importante articulador da vida na região e reafirmando a importância do pedestre na vivência do urbano.

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2ª ETAPA

A predominância do automóvel na cidade de São Paulo acaba por tornar outros modais de transporte elementos secundários na vivência da cidade. Além disso, outro problema decorrente dessa situação, é a falta de preocupação com o espaço do pedestre, muitas vezes inexistente.
O contexto no entorno da avenida 23 de Maio ilustra de forma muito clara essa relação conflituosa na cidade, com um grande número de faixas para carros, pontos de ônibus sem ligação com o entorno – que parecem estar colocados aleatoriamente no espaço, e estações de metrô que não atendem diretamente ao fluxo de pedestres que transitam pela avenida e pelo entorno.
Dessa forma, o projeto se foca, principalmente, no contexto problemático da avenida 23 de Maio, e em sua relação com a estação Paraíso, buscando estreitar as relações entre a estação e seu entorno.
O projeto busca contemplar duas questões elencadas como principais na região: minimizar o caráter de barreira da 23 de Maio e trabalhar a relação da estação Paraíso com seu entorno mais imediato, por meio da criação de ligações tanto no sentido vertical quanto no horizontal.
A carência de conexões nesse contexto se dá em dois níveis: conexões visuais e conexões físicas. As primeiras serão trabalhadas por meio da abertura da laje da praça que cobre a estação, buscando canalizar o olhar e tornar o contexto mais permeável. o segundo, na mesma medida, buscará minimizar as barreiras físicas que o contexto impõe, melhorando a transposição de níveis entre a avenida 23 de Maio e a estação Paraíso, a ocupação da praça da estação com comércio – programa carente na região, e também a transposição entre os dois lados do viaduto, por meio da realocação dos pontos de ônibus para perto da estação – levando o pedestre para a cota da avenida, e a requalificação da passagem do pedestre pelo viaduto Santa Generosa.

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3ª ETAPA