Reconhecer SP

G44

Reconhecer está diretamente ligado à uma memória imediata. Só reconhecemos aquilo que já vimos antes em algum momento da vida ou ouvimos falar. E essa conversa vai além: podemos reconhecer pelo cheiro, um ruído, um tom de voz, uma imagem. Partindo disso, das diferentes maneiras que podemos reconhecer – um lugar, um objeto, uma pessoa – o grupo entende que uma das formas de se reconhecer, aquilo que é material, pode ser pela música.
Partir de um objeto imaterial para se reconhecer o que na cidade é concreto e visível foi o desafio que nos demos: afinal, a cidade de São Paulo “soa” uma certa música em uma esquina específica, em uma passarela ou uma estação de trem. A paisagem foi matéria prima de muitos músicos e cantores paulistanos, a citar os mais famosos: Tom Zé, Caetano Veloso, Adoniran Barbosa.

O grupo então se põe diante dos seguintes desafios: encontrar uma maneira gráfica de mapear as músicas e seus lugares, encontrar, nas letras o Norte desse mapeamento assim como entender a importância do recurso gráfico das capas dos álbuns mais emblemáticos. Uma vez com isso solucionado, descobriremos se será um objeto, um edifício, um lugar ou uma idade inteira. Afinal, é infinito o universo que norteia uma música, desta maneira, é tão bem grandíssima as maneiras de usa-la como ferramenta de memória coletiva.