O ESPAÇO DO COTIDIANO | Grupo 02

Entrega 1

Partindo do tema Espaço do Cotidiano o trabalho se embasa em três conceitos de concepções espaciais: Topia, o espaço do cotidiano, que abriga as atividades ordinárias de determinada cultura; Utopia, espaço sem localização real, onde projetamos e idealizamos espaços desejados; e Heterotopia, espaços absolutamente outros, que contestam a topia, ora criando uma ilusão  que denuncia todo o resto da realidade como ilusão, ora criando outro espaço real perfeito.

Com esses conceitos estabelecidos, buscamos identificar espaços heterotopicos nas cidades, que funcionem como contra-espaços questionando as relações cotidianas e criando fronteiras espaço-temporais.

Para intervir nessa realidade heterotópica buscamos transforma-la em Topia e nela estabelecer um valor de uso.

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2ª entrega

A compreensão da relação humana com rio, segundo as condições de utopia, topia e heterotopia, evidenciou o atual estágio de negação ao qual os córregos e rios de São Paulo foram submetidos historicamente. Ao entendê-los como heterotopia (lugares que são absolutamente diferentes: lugares que se opõe a todos os outros, destinados de certo modo, a apagá-los, neutralizá-los ou purificá-los), nosso projeto está comprometido em restaurar sua potência tópica renegada e exaltá-los como participantes ativos do convívio cotidiano. Para isso, o recorte escolhido foi um trecho do Córrego Morro do “S”, situado no Campo Limpo, zona sul de São Paulo. Nessa região, as águas do córrego e seus afluentes conformam marcas não apenas geográficas espaciais, mas uma forte identidade política. A notória presença de coletivos auto organizados pela região possibilitaria um melhor entendimento do que seria possível como proposta de intervenção que dialogasse com o cotidiano dos moradores do local. O recorte, portanto, abrange uma área de morro com mata preservada e favela; no vale, o córrego aparece canalizado à céu aberto, logo ao lado, é traçado um grande eixo viário (Av. Carlos Caldeira Filho) e acima, a linha Lilás do Metrô passa elevada. Portanto, tendo em vista os elementos configurantes da região, propomos intervenções, que contextualizados com o cotidiano dos moradores, propiciarão mais espaços ao restabelecer no córrego do Morro do “S” sua condição tópica.

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3ª entrega

Entendendo o Espaço do Cotidiano através da conceituação de Michel Foucalt de Topia, o trabalho busca compreender Heterotopias, ou camadas de realidades incompatíveis que se sobrepõe em um espaço comum e harmonizar essa incompatibilidade criando Topias, ou espaços do cotidiano.

O objeto de estudo selecionado para essa analise é a sobreposição entre a expansão urbana e a hidrografia natural do ambiente, que na historia da conformação da cidade de São Paulo se relacionam com frequência como negação um do outro.
Escolhemos o recorte da Chácara N. Sra. do Bom Conselho, uma comunidade localizada em uma área de risco geológico na margem do córrego Morro do S (Campo Limpo, São Paulo, SP) no qual aflora uma nascente que percorre a comunidade em grande parte subterraneamente e desemboca no Morro do S. A ocupação informal da comunidade, cobre parte do percurso deste córrego e também sua nascente e estes acabam servindo de esgoto para a população.
A proposta deste trabalho consiste em um sistema modular de separação e tratamento das águas, permitindo o aproveitamento dos poluentes na forma de insumos para a produção vegetal e devolvendo as águas purificadas para o ciclo hidrológico. Além de permitir o aproveitando d`água limpa, agora separada das demais, como Topia para o cotidiano dos morados, qualificando espaços públicos e de lazer.
Esse modelo de tratamento, chamado SMSA (Sistema Modular de Separação da Água) caracteriza-se por uma construção simples, de materiais comuns, de pouca manutenção e não necessita energia externa, sendo desta maneira um protótipo exemplar a ser aplicado em outras comunidades carentes de saneamento básico.

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4ª entrega

A compreensão da relação humana com os cursos d´água, segundo as condições de utopia, topia e heterotopia, evidenciou o atual estágio de negação ao qual os mesmos foram submetidos historicamente na cidade de São Paulo. Ao entendê-los como heterotopia (lugares que são absolutamente diferentes: lugares que se opõe a todos os outros, destinados de certo modo, a apagá-los, neutralizá-los ou purificá-los), nosso projeto está comprometido em restaurar sua potência tópica renegada eexaltá-los como participantes ativos do convívio cotidiano. Para isso, o recorte escolhido foi um trecho do Córrego Morro do “S”, situado no Campo Limpo, zona sul de São Paulo. Nessa região, as águas do córrego e seus afluentes conformam marcas não apenas geográficas espaciais, mas um grave problema social. O recorte, portanto, abrange uma área de morro em risco geológico, na qual a favela Parque Araribe se encontra sobre a nascente do córrego que desemboca no Morro do “S”. A ocupação informal da favela cobre parte do percurso deste córrego que acaba por servir como esgoto para a população. Portanto, tendo em vista os elementos configurantes da região, propomos intervenções, que contextualizados com o cotidiano dos moradores, propiciarão espaços mais qualificados ao restabelecer sua condição tópica.
A proposta deste trabalho consiste em um sistema modular de separação e tratamento das águas, permitindo o aproveitamento dos poluentes na forma de insumos para a produção vegetal e devolvendo as águas purificadas para o ciclo hidrológico. Além de permitir o aproveitando d`água limpa, agora separada das demais, como Topia para o cotidiano dos morados, qualificando espaços públicos e de lazer.
Esse modelo de tratamento, chamado SMSA (Sistema Modular de Separação da Água) caracteriza-se por uma construção simples, de materiais comuns, de pouca manutenção e não necessita energia externa, sendo desta maneira um protótipo exemplar a ser aplicado em outras comunidades carentes de saneamento básico

visuais

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referências bibliográficas:
ERCOLE, Luiz Augusto dos Santos. Sistema modular de gestão de águas residuárias Domiciliares: opção mais sustentável para a gestão de resíduos líquidos/ Luiz Augusto dos Santos Ercole. – Porto Alegre: PPGEC/ URGS, 2003. p.192.

FOUCAULT, Michel. O corpo utópico, as heterotopias. São Paulo: N-1 Edições, 2013.

HEIDEGGER, Martin. Construir, Habitar,Pensar. Vortäge und Aufsätze, G. Neske, Pfullingen, 1954

APRESENTAÇÃO

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