TEMPO LIVRE – G08

Tatiana Ferreira Valente, Alexandre Drobac Ferlauto, Giani Mori Pardini, Manoela Corrá Dieguez Pessoa, Marcelo Boni Albertazzi

ETAPA 3

Durante a primeira visita ao Campo Limpo, percebemos uma morfologia comum na região: grandes declives, quadras longas, sendo elas de ocupação formal e informal. A grande maioria dos lotes ocupados por casas de um pavimento e de uso residencial. Para se adaptar a este tipo de ocupação, surgiram as vielas. Ruas estreitas, de passagem peatonal, normalmente ligando duas cotas de grande diferença de nível.

Vimos nas vielas um grande potencial de espaço público, em uma região bastante adensada e residencial, carente de espaços de uso comunitário.

Isso é bastante visível em uma viela que visitamos. Ela funciona como uma espécie de percurso: Começando por pela entrada de um bar, localizado em uma rua residencial; Dentro dele há uma varanda com vista para um campo de futebol; Descendo as escadas, o campo se encontra a direita e a esquerda, o restante do percurso; Uma viela estreita e inclinada, como várias casas coloridas voltadas para ela, com uso intenso do espaço público; Atravessando a rua, encontra-se uma viela de servidão. Sem nenhuma casa voltada a ela, apenas muros, seu passeio era mais largo, porém menos habitada.

O Campo Limpo possui várias situações morfológicas similares, e tendo em vista o potencial de uso destes espaços, mapeamos as vielas desta região.
Nossa proposta seria requalifica-las, para que elas adquiram diferentes usos para serem utilizadas pelos habitantes do entorno não só como um espaço de passagem, mas sim como um espaço público ativo e incorporado pela cidade.

Como primeiro exercício, pensamos em programas temáticos que funcionariam bem em espaços públicos. Tendo em vista as vielas mapeadas, projetamos cinco delas com alguns destes programas, com a ideia de que esses projetos poderiam ser replicados nas vielas de São Paulo.

A maioria das vielas da cidade precisam passar por um processo de requalificação: adequação do declive e/ou degraus, drenagem, piso e iluminação apropriados. Após a segunda etapa de trabalho, percebemos que cada viela, apesar de uma morfologia comum, tem especificidades que são determinantes para o projeto. Assim que, cada uma deve ser pensada de maneira independente.

Portanto, na terceira e ultima etapa escolhemos uma viela, anteriormente abordada, e fizemos um projeto que requalificasse a função de passagem e ativasse a função de espaço público.

Para tal, redesenhamos a infraestrutura da viela. O piso foi substituído por um concreto permeável, fazendo com que 70% a água da chuva seja absorvida e escoada pelo solo. O passeio antes composto por uma rampa de grande inclinação, e foi readequado com escadas e grandes patamares. Na entrada superior da viela, onde antes existia uma grande construção abandonada, utilizamos este espaço para a criação de um complexo com salas de aula, vestiário, e um solarium com espelho d’água na cobertura.

Na entrada inferior há um terreno baldio que foi incorporado no nosso projeto com um bar que estende-se por uma arquibancada e deck, com vista para um campo de futebol que encontra-se no terreno á frente. O campo, um pouco rebaixado para não interferir na vista, conforma uma praça com arquibancadas, parquinho infantil e bosque.

Desta forma, criamos programas em terrenos ociosos ao redor da viela de maneira a incentivar a passagem e a vivência deste local, ativando um espaço singular da cidade, podendo assim, aplicar esta metodologia em diferentes situações pela cidade de São Paulo.

ETAPA 1