TEMPO LIVRE – G17

Débora Cristina da Silva Filippini, Isabel Amann Saad, Nicole Vacilian Cahali, Ariel Blinder Somekh, Laura Cardoso Camargo Pinto

ETAPA 1

ETAPA 3

Desde o inicio do nosso trabalho, decidimos explorar os espaços público residuais do campo limpo, e a possibilidade de incentivar a apropriação da comunidade local durante o seu tempo livre e de lazer.  Retratamos neste trabalho o espaço público como importante elemento de transformação da cidade, para que ela se torne cada vez mais acolhedora e horizontal.

Na primeira etapa do trabalho, fizemos pesquisas de campo com a população local próxima a região do SESC Campo Limpo. Perguntamos aos moradores o que eles gostavam de fazer no seu tempo livre, e o que eles achariam de ter mais espaços públicos na região para diversas atividades. Como resultado, muitos reclamaram da escassez de espaços verdadeiramente públicos na região, que abarcassem atividades para todas as idades, que não houvesse a necessidade de sair da periferia para se divertir e gastar ainda mais do seu tempo livre em transporte e se desgastando para além da semana de trabalho.

Terminamos a primeira etapa com o objetivo de criar espaços públicos ativos, atrativos, acessíveis e de qualidade em conjunto com a ação da comunidade e o apoio do SESC Campo Limpo, já tendo em mente a ideia de não criar espaços que pré-determinassem os usos que aconteceriam nesses espaços públicos. Perguntas como “como intervir? Quais lugares? Como atuar? Como motivar? Como ativar?” fecharam esta parte do trabalho.

Em um segundo momento, pensamos em realizar uma metodologia de projeto que funcionasse em diferentes espaços público, e que pudesse tornar de fácil acesso, locais inacessíveis ou descuidados, para torna-los utilizados e apropriados pela população. A metodologia consiste em tornar acessível fisicamente e teoricamente o espaço escolhido, adaptando-o segundo sua topografia e espacialidade, e atribuindo a infraestrutura necessária para o espaço se tornar um local agradável de estar. A escolha do terreno é feita visando a facilidade de acesso por transportes públicos, tais como metrô e ônibus, e apesar de se tratar de uma região periférica, ser um local estruturado com equipamentos significativos e locais movimentados: no caso do nosso terreno, temos no seu entorno a subprefeitura, o SESC, e o Shopping Campo Limpo.

Na terceira etapa do trabalho, realizamos o projeto para o nosso local escolhido – uma praça próxima ao SESC – fizemos o seu desenho tentando definir ao mínimo os seus usos, criando um espaço público que pudesse abranger todas as diferentes atividades da população local. As decisões de projeto foram feitas juntamente com a metodologia de projeto, e a partir de um processo de várias possibilidades para o terreno. Procuramos também preservar e criar espaços verdes na praça, criando locais de encontro confortáveis e democráticos.