PASSAGENS – G20

NATALI POLIZELI, MARINA SCHAHIN COCCARO, NICHOLAS SARTORI GENNARI, BEATRIZ DE FREITAS DÓREA RIBEIRO

1ª ETAPA

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Projetando na Colina Histórica

A formação da cidade de São Paulo desde sua fundação, em 1554, até meados do século XIX, constituía-se de um núcleo urbano definido pelo encontro dos vales do Tamanduateí e do Anhangabaú, conformação denominada “colina histórica”.
Os primeiros padres jesuítas que ocuparam o local haviam sido levados para lá pelos próprios índios para se instalar na beira leste deste patamar. A partir de 1560, parte dos Guaianazes começou a abandonar o local, e a partir daí iniciou-se um lento processo de ocupação da colina por novos edifícios que se incorporavam ao assentamento.

A colina histórica de modo geral é um sítio muito representativo da cidade de São Paulo, carregada de história. Atualmente, no entanto, se configura como um espa¬¬ço que, apesar de representar uma grandeza do passado, teve parte de sua essência diluída. Com o passar dos anos, a sobreposição de camadas de tempo que se acumulou ali torna mais difícil o reconhecimento da geografia característica desse lugar: o vale e a colina. Essa perspectiva indica a importância de se olhar para esse lugar e pensar nas possibilidades de se recuperar esse reconhecimento.

O grupo propõe-se, portanto, a analisar a área sob os aspectos histórico e geográfico, sobretudo, para se utilizar do tema proposto “passagens” como uma alça que busca, em meio a essa topografia tão específica, buscar a memória da cidade em sua essência. Através do projeto, a intenção é resgatar uma paisagem que, nesse lugar, representa uma identidade paulistana. Para isso, realiza-se um mapeamento de algumas passagens em potencial que permitam essa recuperação de alguma forma, fazendo a conexão entre cotas que é tão significativa ali. Buscar-se-á, através da pesquisa e do desenho, a resposta para algumas perguntas: Como romper o obstáculo da verticalidade? Como pode se dar o ligamento entre a cidade baixa com a cidade alta? Quais são as estratégias projetuais mais adequadas em cada caso?
passagem R. da Boa Vista

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2ª ETAPA

“A ponte se estende lépida e forte sobre o rio. Ela não junta as margens que ja existem, as margens é que surgem como margens somente porque a ponte cruza o rio. É a ponte propriamente dita que faz com que as margens fiquem uma defronte da outra. É pela ponte que um lado se opõe ao outro. Tampouco as margens correm ao longo do rio como faixas de fronteira indiferentes da terra firme. Com as margens, a ponte leva
ao rio as duas extensões de paisagem que se encontram atrás delas. Poe o rio, as margens e a terra numa vizinhança reciproca. A ponte junta a terra, como paisagem, em torno do rio.”
trecho de “Poetry, Language, Thought”, de Martin Heidegger

Propõe-­‐se, através da criação de um campus universitário em rede, inserido nos quarteirões localizados na cidade baixa, entre a colina histórica (Pateo do Collegio, sobretudo) e o terminal metropolitano Parque Dom Pedro, a ativação dos fluxos peatonais nessa região. A implantação do Campus deverá atrair um novo público e, consequentemente gerar novos fluxos e ligações entre a colina e o vale. O objetivo dessa ação é eliminar barreiras e promover a integração entre a cidade alta e a baixa. Através dessa proposição, que se dá sobretudo no âmbito dos lotes já definidos, o intuito é intensificar o movimento nas ruas, onde ocorre a passagem desse novo público (e de todos os outros).

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3ª ETAPA