PASSAGENS – G37

INAÊ MONTEIRO NEGRÃO, BIANCA FELIZ OKAMOTO, DÉBORA CRISTINA DA SILVA FILIPPINI, STELLA BLOISE TAMBERLINI, CAMILA BATISTA DA SILVA MARCHETTI MORAES

1ª ETAPA

passagens secretas

São Paulo, sétima maior metrópole mundial, extremamente densa em todos os seus sentidos, onde o horizonte desapareceu e o céu já foi o limite. Caos urbano paira sobre sua superfície, leitos viários rasgam sem dó seu território, onde é sabido que o automóvel impera. Muitas vezes são túneis, passagens subterrâneas, que os levam de bairro à bairro na metrópole sem-fim. E é sob esta terra, logradouro das fundações que amansam toda a gravidade que atua nos arranha-céus de São Paulo, onde se encontram desconhecidas estruturas que adormecem em seu subterrâneo: passagens quase secretas para pedestres.

São estruturas pré-existentes, frutos de conexões desejadas entre duas instituições, rotas de fuga para celebridades após se apresentarem no Teatro Municipal ou rotas estratégicas para militares nos tempo de ditadura; pés-direitos hermeticamente fechados abaixo de viadutos, onde num outro futuro passariam trens do metrô; e salões abandonados e lacrados nas calçadas da Avenida Paulista, advindos da desapropriação de parte dos estacionamentos subterrâneos para a implantação do nunca executado projeto “Nova Paulista”.

O caos urbano que enfrentamos todos os dias poderia ser muito bem contornado se durante o passeio público, o cidadão paulistano pudesse encontrar uma fuga abaixo de seus pés. A proposta deste grupo se vale do uso destes últimos espaços mencionados – as galerias subterrâneas da Avenida Paulista – transformando-os em oferta de espaço público na São Paulo que carece de tais. Intervenções proporiam novos usos, possíveis interligações – tanto no campo subterrâneo, quanto na superfície da cidade-, e propostas que abrangessem inúmeras atividades culturais. Os novos “buracos” de coelho – reclusos – da Paulista poderiam abraçar exposições, salas de estudo, cinemas, passeios, e quais quer outras possibilidades.

Espaços públicos apropriáveis, lugares da metrópole para se encontrar em paz, acolhido. São “cavernas” urbanas, lugares secretos, refúgios.  E, ao mesmo tempo que para um, para todos: no novo subsolo público, todos descobrirão os tesouros escondidos debaixo de nossos pés.

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galerias da paulis

skyline e corte

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Esta última imagem se refere ao estudo de luz feito a partir da maquete de uma sessão da galeria abandonada que existe embaixo da calçada do Conjunto Nacional na Avenida Paulista. Ao lado, uma ilustração especulativa deste mesmo lugar, aludindo à sua descoberta na cidade e ao seu potencial para se transformar em espaço público contemplativo e pacífico. 

maquetes para a primeira etapa:

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2ª ETAPA

termas paulistas

São Paulo, sétima maior metrópole mundial, extremamente densa em todos os seus sentidos, onde o horizonte desapareceu e o céu já foi o limite. Caos urbano paira sobre sua superfície, leitos viários rasgam sem dó seu território, onde é sabido que o automóvel impera. Muitas vezes são túneis, passagens subterrâneas, que os levam de bairro à bairro na metrópole sem-fim. E é sob esta terra, logradouro das fundações que amansam toda a gravidade que atua nos arranha-céus de São Paulo, onde se encontram desconhecidas estruturas que adormecem em seu subterrâneo: passagens quase secretas para pedestres.

Nosso proposta seria de ocupar certas estruturas pré-existentes e que estão atualmente subutilizadas, fornecendo espaços verdadeiramente públicos e que fossem um refúgios da sua superfície caótica. Nossa área de atuação seria a galeria subterrânea sob a projeção da calçada do Conjunto Nacional – galeria desapropriada pela prefeitura durante o projeto “Nova Paulista”.

O partido principal para a determinação do uso do espaço estava ligado diretamente com a caracterização de um lugar recluso, de relaxamento e lazer, misturado com uma vontade de proporcionar uma nova vivencia sensorial na cidade que fosse além daquilo que olhos veem. O aprimoramento dos outros sentidos seriam reforçamos pelas diversas situações criadas dentro das “termas paulistas” do Conjunto Nacional. Essas termas seriam os espaços públicos apropriáveis que procurávamos desde o inicio; lugares da metrópole para se encontrar em paz, acolhido. São “cavernas” urbanas, lugares secretos, refúgios.  E, ao mesmo tempo que para um, para todos: no novo subsolo público, todos descobrirão os tesouros escondidos debaixo de nossos pés.

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Untitled-13 Untitled-14 Untitled-15 Untitled-16primeiras maquetes e maquetes de estudo da 2a etapa:

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3ª ETAPA